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Alô, alô, bom dia.
Quando aprendermos a cultivar a alegria, aprendemos que custa menos que a tristeza e traz melhor resultado para nossa vida.
Hei! Aconteceu algo desagradável que deixou você triste?
Então faça o seguinte: Permita-se, ficar triste, mas determine um prazo para essa tristeza desocupar seu coração.
Eu não quero dar nenhuma receita mágica ou milagrosa. Porque nem sou capaz disso, muito menos adepto a essa prática. Mas, a questão é relativamente simples para ser compreendida e executada.
Quer ver?
Quanto você estiver diante de situações de perdas que venham causar o sentimento de tristeza, assuma uma atitude passiva, faça uma reverência e deixe a tristeza entrar. Mas escondido nas suas costas, segure uma placa dizendo até quando essa tristeza deve ir embora. Isso mesmo. Determine para si mesmo. Eu vou sentir essa tristeza por x hora e nenhum minutinho a mais.
E sabe de uma coisa? Há um grande preconceito contra a tristeza, muita gente a confunde com melancolia até com a depressão. Só que a tristeza, principalmente quando nós a escolhemos (e não somos escolhidos por ela) pode ser um caminho para se regenerar e mesmo para a auto curar.
Entenda que não há nada de errado em ficar triste, “dar um tempo” como se diz ou recolher-se. A tristeza tem uma coisa verdadeira e às vezes necessária, que a maioria das pessoas renega, para fazer parte de um jogo do contente, de que está tudo bem, tudo ótimo.
Agora pense por um instante: Quantas pessoas, que você conhece, que teriam a coragem de confessar numa roda de amigos que está triste?
Só que tem um detalhe, como iniciei este artigo. Para que a tristeza cumpra o seu papel regenerador, ela literalmente precisa ter dia e hora marcados para se recolher à sua moradia na periferia do campo emocional.
Senão ela acaba mesmo virando aquele “bicho-papão” ou o que é pior, vira aquele caixão confortável, onde as pessoas ficam deitadas e morrem emocionalmente, antes de morrer literalmente.
Esse é o “segredinho” ou “pulo do gato” que eu quero deixar compartilhado com você. Deixe a tristeza chegar e se acomodar, porque esse ato de rendição temporária é com toda certeza um gesto coragem e sinceridade consigo mesmo.
Porém, ao estabelecer quando essa “convidada” nebulosa vai ter que desocupar sua vida, é um valioso ato de vontade própria e pode ser uma daquelas raras ocasiões na sua verdadeira consciência se manifesta.
Quero lembrar você, que ninguém, precisa e nem deve bancar o herói, que diante duma perda dolorosa, estufa o peito, coloca um sorriso na cara e diz: “Não, está tudo bem comigo, não se preocupe”.
Essa falsa demonstração de fortaleza é um dos grandes enganos de juventude que as pessoas cometem, onde uma energia muito importante é gasta sem necessidade e que tem efeitos colaterais sobre todo seu sistema emocional.
Bem, você já deve ter percebido que manter a tristeza do lado de fora tem um custo emocional bem grande, quase impossível de ser medido. Mas, o custo de preservá-la o tempo todo do lado de dentro é bem pior. Eu nem precisaria falar.
Então eu quero finalizar deixando este lembrete para você: Melhor ficar triste, fazer o luto pela perda de uma amizade, um relacionamento rompido, uma quebra de contratos, desilusão sofrida. Mas esforce-se sempre para determinar a hora de mandar essa tristeza de volta para seu lugar e voltar definitivamente a viver, sentindo a plenitude da alegria que é a vida que você possui.
Pense nisso hoje.
Tenha um bom dia.
E até a próxima.

