Alô, alô, bom dia…
Quero começar minha reflexão para hoje, com uma frase do médico, criador da a psicocibernética – um sistema empregado para melhorar a autoimagem e a autoconfiança, de modo a conduzir a uma vida mais bem sucedida, Maxwell Maltz: “A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportunidades“.
E para ilustrar a reflexão, quero apresentar para você uma pequena parábola, chamada de “Parábola dos Dois Remos”.
Trago ela, aqui, porque me lembrei de quanto ela tem a ver com algo que vejo acontecer bastante com pessoas que têm determinados sonhos ou desejos.
Por exemplo, aquele que deseja ter uma vida melhor, com uma condição financeira mais confortável e acredita que realmente podem ter tudo isso, porém pouco faz para chegar lá.
Outro sonha encontrar o grande amor de sua vida, com quem será feliz e terá muitas alegrias, mas parece estar à espera de que isso aconteça da noite para o dia, sem esforços.
Ainda tem aquela que deseja encontrar uma grande oportunidade profissional. Porém, sequer chega perto de enviar seu currículo ou cadastrar-se num site de oportunidades.
Difícil, não acha?
Essas pessoas parecem estar remando apenas com o remo chamado: “acreditar” e por isso acabam dando voltas em torno do próprio eixo, justamente porque não percebem que devem também usar o remo “agir”.
Vou contar a parábola dos dois remos para você compreender melhor o que estou dizendo:
Certa vez, um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo.
Era um barqueiro.
Com um pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, que era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo.
Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro AGIR.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito ACREDITAR e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito AGIR e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante:
– Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
– Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: AGIR e ACREDITAR.
E você?
Está remando com firmeza para atingir alguma meta a que se propôs?
Mas antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.
Depois de tomar todas essas precauções, siga em frente e boa viagem.
Lembre-se que para você a outra margem, precisa sempre remar com dois remos.
Pense nisso, hoje.
Tenha um bom dia,
e até a próxima…

