Alô, alô, bom dia.
Você acha sua vida interessante?
Não?
Por quê?
Segundo Contardo Calligaris: “Ter uma vida interessante significa viver plenamente. Isso pressupõe poder se desesperar quando se fica sem alguma coisa que é muito importante para você. É preciso sentir plenamente as dores: das perdas, do luto, do fracasso. Eu acho um tremendo desastre esse ideal de felicidade que tenta nos poupar de tudo o que é ruim.”
E a partir daí vale a pena refletir sobre o mundo dos “imperfeitos”.
Ah, sim, eu sou um deles, sem dúvida nenhuma.
Então vamos lá.
No mundo do cinema, os personagens imperfeitos cativam o mundo inteiro.
Quer ver?
– Shrek é um ogro.
– Flick (Vida de Inseto) é desajeitado.
– Dory (Procurando Nemo) tem perda de memória.
– Remy (Ratatouille) é um rato que cozinha.
– Mike Wazowski (Monstros S.A) não é assustador.
E todos eles conquistaram o mundo, sabe porquê?
Exatamente por esses motivos, eram imperfeitos.
Agora, você ainda acha que precisa estar “pronto” para começar?
Então aqui vai meu convite a uma reflexão para início de semana:
– Quantas ideias você já deixou de lado esperando alguma certeza?
– Quantos sonhos você afogou, só porque teve medo de não dar certo?
Lembre-se:
Os personagens mais memoráveis não são os perfeitos. São os corajosos.
São aqueles que se arriscaram a ser quem são, com tudo o que têm e tudo o que falta.
Você não precisa ser o mais inteligente.
Você não precisa ser o mais bonito.
Você não precisa de mais nada.
Você só precisa ser você.
Enquanto você busca o script perfeito, tem gente com metade da sua bagagem conquistando o espaço que era para ser seu.
Porque teve a ousadia de aparecer.
Por isso, pare de esperar. Dê ao mundo o privilégio da sua imperfeição.
É ela que torna você inesquecível.
Ah, e só para concluir:
A verdadeira humildade é você dar o melhor de si, sem sentir-se melhor que os outros. Pense nisso hoje.
Tenha um bom dia.
E até a próxima.

